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Lei 7.713/88 · Espondiloartrose anquilosante

Isenção de Imposto de Renda para aposentado ou pensionista com espondiloartrose anquilosante

A espondiloartrose anquilosante está na lista da Lei 7.713/88. Na reumatologia de hoje, a doença é chamada de espondilite anquilosante. Esta página explica essa diferença de nome, que costuma travar pedidos, e o caminho da isenção.

Quem pode ter direitoAposentados, pensionistas e militares da reserva ou reformados com espondilite anquilosante diagnosticada por especialista.
O que entraAposentadoria, pensão e reserva ou reforma, inclusive o 13º. Salário, aluguel e aplicações não entram.
Próximo passoUma triagem pelo WhatsApp para conferir os exames, as datas e os descontos.
Resposta rápida

Pode ter. A espondiloartrose anquilosante está no art. 6º, XIV, da Lei 7.713/88, e quem tem a doença pode ter isenção de Imposto de Renda sobre aposentadoria, pensão ou reserva/reforma, inclusive o 13º. O termo da lei é antigo: na reumatologia atual, a doença é chamada de espondilite anquilosante. Artrose comum da coluna não se confunde com ela. A isenção não alcança salário, aluguel, pró-labore nem aplicações.

Pré-triagem em 3 perguntas

Nada do que você marcar aqui é enviado ou salvo. Serve só para você ver se vale conversar.

Você recebe aposentadoria, pensão ou reserva/reforma?
Há desconto de Imposto de Renda nesse benefício, agora ou em anos anteriores?
Você tem relatório do reumatologista com o diagnóstico de espondilite anquilosante e os exames de imagem?
Enviar para análise Se a resposta da primeira pergunta for "não", a isenção por moléstia grave ainda não se aplica. A análise de cada caso é individual.

Quem pode ter direito: três condições ao mesmo tempo

A isenção prevista no art. 6º, inciso XIV, da Lei 7.713/88 exige três elementos juntos.

1

Espondilite anquilosante diagnosticada

A lei usa o termo antigo, espondiloartrose anquilosante. O diagnóstico precisa estar comprovado por especialista.

2

Rendimento de aposentadoria

Aposentadoria, pensão ou reserva/reforma de militar, inclusive o 13º. Rendimento de trabalho ativo não entra.

3

Prova médica

Laudo pericial de serviço médico oficial, com a data do diagnóstico sempre que possível.

Fontes: Lei 7.713/88, art. 6º, XIV (Planalto) · Receita Federal: isenção para portadores de moléstia grave

Espondiloartrose ou espondilite: o que a lei alcança

A espondilite anquilosante faz parte do grupo das espondiloartrites, doenças inflamatórias crônicas que atingem principalmente a coluna e as articulações sacroilíacas, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. Com o tempo, pode levar à rigidez e à fusão das vértebras, a chamada anquilose.

  • O nome no laudo: a lei fala em “espondiloartrose anquilosante”, expressão que a medicina deixou de usar. Um laudo que registre a espondilite anquilosante e faça a correspondência com o termo da lei evita discussão.
  • Artrose da coluna não é a mesma doença: desgaste comum das vértebras, “bico de papagaio” ou hérnia de disco não se confundem com a espondilite anquilosante e, em geral, não se enquadram.
  • Estágio da doença: a lei não exige um grau mínimo, mas o laudo deve descrever o comprometimento e os exames que confirmam o diagnóstico.

Este é o erro mais comum nesse tema. Muita gente com dor crônica na coluna por artrose acredita que tem direito pela semelhança dos nomes. O que a lei alcança é a doença inflamatória, não o desgaste da idade.

Na prática: o reumatologista é quem melhor descreve o quadro. Um relatório com o diagnóstico, o CID, os exames de imagem e a data de início da doença ajuda muito a perícia.

Fontes: Sociedade Brasileira de Reumatologia: espondiloartrites · Lei 7.713/88, art. 6º, XIV (Planalto)

O que a isenção alcança e o que fica de fora

A isenção não é da pessoa, é de um tipo específico de rendimento.

RendimentoSituaçãoObservação
Aposentadoria do INSS ou de regime próprioIsentoInclui o 13º salário.
Pensão por morteIsentoVale para o pensionista que tem a doença.
Reserva remunerada ou reforma de militarIsentoInclui o 13º.
Complementação de aposentadoria (fundo de pensão, FAPI, PGBL)IsentoConforme orientação da Receita Federal. Resgates e outros formatos exigem análise.
Salário de quem ainda trabalhaTributadoO STJ decidiu no Tema 1.037 que a isenção não se estende ao trabalhador na ativa.
Aluguel, pró-labore, trabalho autônomoTributadoSeguem as regras normais, mesmo recebidos junto com a aposentadoria.
Aplicações financeiras e ganho de capitalRegra própriaNão ficam isentos pelo diagnóstico.

E a pensão alimentícia? Ela não entra nesta isenção. Desde a ADI 5.422 do STF, a pensão alimentícia decorrente do direito de família não sofre Imposto de Renda para ninguém, com ou sem doença grave.

Fontes: Receita Federal: moléstia grave · STJ: Tema 1.037

A partir de quando a isenção vale

A data de início muda o valor que pode ser recuperado. A Receita Federal usa três cenários.

A

A doença surgiu depois da aposentadoria

A isenção começa na data indicada no laudo.

B

A doença é anterior à aposentadoria

A isenção começa na data da aposentadoria.

C

O laudo não informa a data

A isenção começa na data de emissão do laudo. Exames de imagem e relatórios antigos do reumatologista ajudam a demonstrar desde quando a doença existe.

O mês do diagnóstico conta inteiro, não importa o dia.

O diagnóstico costuma ser tardio. É comum a pessoa conviver anos com dor antes da confirmação. O que vale é a data em que a doença ficou comprovada, e exames antigos que já mostravam a inflamação podem ajudar a antecipar essa data.

Fonte: Receita Federal: data de início da isenção

O laudo médico

Na fonte pagadora e na Receita (via administrativa)

A orientação da Receita é apresentar laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios, de preferência o da própria fonte pagadora. Para aposentado do INSS, o pedido é feito ao INSS. O laudo deve indicar a data do diagnóstico.

  • O que ajuda a perícia: relatório do reumatologista com o diagnóstico de espondilite anquilosante, o CID, a correspondência com o termo usado pela lei, os exames de imagem da coluna e das sacroilíacas e a data de início da doença.
  • Prazo de validade: para doenças passíveis de controle, o serviço médico oficial pode fixar validade no laudo, conforme o art. 30 da Lei 9.250/95. Vale acompanhar essa data.
  • Modelo: a Receita disponibiliza um modelo de laudo pericial.

Em eventual processo judicial

Regra diferente de prova. Na via judicial, a Súmula 598 do STJ permite que o juiz reconheça a doença com outros meios de prova que considere suficientes, como relatórios e exames particulares. A aceitação é decidida pelo juiz em cada caso, muitas vezes com perícia.

E a Súmula 627 do STJ diz que, para conceder ou manter a isenção, não é preciso demonstrar sintomas atuais nem recidiva. Em quem está com a doença controlada por medicação, esse entendimento é um dos argumentos usados para manter a isenção. Mesmo assim, o caso depende de análise.

Já paguei imposto. Dá para recuperar?

Pode dar, quando o direito já existia nos anos em que o imposto foi descontado. O caminho, segundo a Receita Federal, é retificar as declarações desses anos, passando a aposentadoria para a ficha de rendimentos isentos.

Não existe valor garantido. Se haverá valor a recuperar, e quanto, depende da data de início do direito, do imposto efetivamente retido, das declarações de cada ano, do prazo de cinco anos e da análise da Receita. A retificadora pode cair em malha para conferência do laudo, e a restituição fica suspensa até essa análise.

Quer saber se o seu caso se enquadra?

Com o comprovante do benefício e os relatórios do reumatologista, eu já consigo dizer se a documentação sustenta o enquadramento, qual data deve valer e quais anos precisam ser revistos.

No primeiro contato, não precisa enviar exames. Eu peço só o necessário, na hora certa.

Onde os pedidos costumam travar

  • Laudo de artrose comum da coluna. Desgaste das vértebras não é a doença prevista na lei.
  • Laudo que não faz a ponte entre os nomes. Espondilite no laudo e espondiloartrose na lei podem gerar dúvida na análise.
  • Laudo sem data. A isenção passa a contar só da emissão do laudo e anos de restituição se perdem.
  • Todas as rendas lançadas como isentas. Aluguel ou trabalho autônomo informados como isentos levam à malha.

Como eu conduzo o seu caso

Sou contador há mais de 30 anos e cuido pessoalmente de cada caso. O atendimento segue quatro etapas, e nada é cobrado ou executado antes da contratação.

1

Triagem

Conversa pelo WhatsApp ou telefone sobre o benefício, os descontos e as datas.

2

Análise documental reservada

Informes de rendimentos, declarações e relatórios médicos, recebidos por canal reservado.

3

Proposta por escrito

O que será feito, o que depende da Receita ou do órgão pagador e os honorários, antes de qualquer contratação.

4

Execução

Orientação sobre o laudo, retificações, pedido de restituição e resposta à malha. Se houver negativa, o caso pode seguir com advogado parceiro.

Deferimento, prazos e valores dependem da Receita Federal, da fonte pagadora ou do Judiciário. Eu digo com clareza o que é provável e o que é incerto no seu caso.

Perguntas frequentes

Espondilite anquilosante dá isenção de Imposto de Renda?

Pode dar. Ela corresponde à espondiloartrose anquilosante citada na Lei 7.713/88. A isenção vale para aposentadoria, pensão e reserva ou reforma, inclusive o 13º.

Artrose na coluna dá direito à isenção?

Em geral, não. A artrose comum é desgaste das articulações e não se confunde com a espondilite anquilosante, que é uma doença inflamatória.

Hérnia de disco ou bico de papagaio dão direito?

Em geral, não. Não estão na lista da lei.

A doença está controlada com remédio. Perco o direito?

Não necessariamente. A Súmula 627 do STJ dispensa sintomas atuais para conceder ou manter a isenção. O caso depende de análise.

A partir de quando vale a isenção?

Da data em que a doença foi comprovada, conforme o laudo, ou da aposentadoria, se for posterior. Sem data no laudo, vale a data de emissão.

Dá para recuperar o imposto já descontado?

Pode ser possível, retificando as declarações dos anos em que o direito já existia e pedindo a restituição. O prazo geral é de cinco anos contados de cada pagamento, e não há valor nem data de pagamento garantidos.

As 16 doenças da Lei 7.713/88

Para as regras comuns a todas, veja o guia de isenção de Imposto de Renda por doença grave.

José Aparecido

Contador responsável, CRC 1SP-215720/O-SP. Mais de 30 anos de atuação em Imposto de Renda de pessoa física, retificação de declarações, restituição e malha fina.

CRC ativoImposto de Renda PFRestituição e malha

Conteúdo informativo, atualizado em 30/09/2026, com base na Lei 7.713/88, na Lei 9.250/95, na orientação da Receita Federal, nas Súmulas 598 e 627 e no Tema 1.037 do STJ e na ADI 5.422 do STF. Não substitui a análise individual do caso. Deferimento, prazos e valores dependem da Receita Federal, da fonte pagadora ou do Poder Judiciário e não podem ser garantidos.

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